Justiça bloqueia R$ 730 milhões de braço do PCC, e PF apreende helicópteros.

  • PF apreende bens e imóveis em operação contra o tráfico de drogas

    Do UOL, em São Paulo

A Polícia Federal realiza hoje em São Paulo a Operação Rei do Crime para desarticular um braço financeiro que opera em favor do PCC (Primeiro Comando da Capital) há mais de dez anos. A investigação interditou mais de 70 empresas e bloqueou, com autorização da Justiça, contas bancárias que superam R$ 730 milhões. A operação ocorre em São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Estão sendo cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão, além do sequestro de bens de 32 automóveis, nove motocicletas, dois helicópteros, um iate, três motos aquáticas, 58 caminhões e 42 reboque e semirreboque, que somam R$ 32 milhões. Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Os mandados estão sendo cumpridos em apartamentos de luxo e empresas nas cidades de São Paulo, Bauru (SP), Igaratá (SP), Mongaguá (SP), Guarujá (SP), Tremembé (SP), Londrina (PR), Curitiba e Balneário Camboriú (SC).

A Justiça também determinou o bloqueio desses mais de R$ 730 milhões que estão em contas bancárias dos investigados e de pessoas jurídicas ligadas direta ou indiretamente com os suspeitos e o bloqueio, junto aos cartórios de imóveis dos estados de São Paulo e Santa Catarina, de bens imóveis de pessoas físicas e jurídicas, impossibilitando a alienação desses bens. Esse bloqueio pode aumentar significativamente os valores totais referentes aos bens sequestrados.
Quantia em dinheiro PF - Divulgação/PF - Divulgação/PF
Quantia em dinheiro e joias apreendidas em operação da PF contra o tráfico de drogas

Imagem: Divulgação/PF

De acordo com a PF, houve o rastreamento de movimentações financeiras e foi identificado uma rede de combustíveis, incluindo uma distribuidora, que atuava em benefício do braço financeiro do PCC, para lavar dinheiro “através de empresas com atuação sólida no mercado e de empresas de fachada ou compostas por interpostas pessoas (laranjas)”.

O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) também forneceu relatórios de inteligência financeira à Polícia Federal apontando movimentações atípicas do grupo investigado, cujo valor ultrapassa a cifra de R$ 30 bilhões.

A Polícia Federal solicitou ainda, em juízo, a interdição da atividade econômica financeira de 73 pessoas jurídicas (postos de combustíveis, lojas de conveniência e escritórios de assessoria e contabilidade) utilizadas pela facção criminosa para movimentação de valores ilícitos e que passarão a ser administradas pela SENAD (Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas-MJSP), para garantir que funcionários e terceiros não sejam prejudicados.

*Com informações do Estadão Conteúdo