Após transferência do Bolsa Família, beneficiários não serão prejudicados

Informação foi repassada pelo Ministério da Economia.


VB Vera Batista


(foto: Agência Brasil/Divulgação)

Apesar da transferência de R$ 83,9 do milhões do Bolsa Família para a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência (Secom), o Ministério da Economia informou que nenhum dos beneficiários foi prejudicado, principalmente na Região Nordeste, onde a maior parte desse dinheiro seria destinada. Sem deixar claro porque os recursos foram para propaganda do governo e não para o combate à crise econômica causada pelo coronavírus, o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, que assinou na última segunda-feira a Portaria 13.474 /2020 remanejando as dotações orçamentárias, informou que o valor retirado representa pouco em relação ao total que está sendo investido para fazer frente à pandemia.

“O governo brasileiro tomou decisões de enfrentamento ao coronavírus que vão chegar a R$ 200 bilhões. Até hoje, já são mais de R$ 151,1 bilhões. Esses R$ 83,9 milhões representam 0,6%. É um valor muito pequeno”, disse Waldery. Ele afirmou, ainda, que o Bolsa Família teve o maior número de atendidos na história. Foram 14,27 milhões de famílias em abril e 14,28 milhões de famílias, em maio de 2020. E muitas pessoas migraram do programa (dá R$ 48,62 por filho de até 14 anos) para o auxílio emergencial, de R$ 600 mensais, porque era mais vantajoso. “No Nordeste, 6,8 milhões migraram. Somente na Bahia, foram 1,7 milhão, em Pernambuco, 1,8 milhão, e no Ceará, 1 milhão de famílias”, reiterou Waldery.
O secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, ressaltou que o governo, desde 13 de março, na primeira medida de combate à Covid-19, teve como prioridade o amparo aos vulneráveis, a manutenção do emprego e o combate à pandemia. Com isso, foram necessárias ações para resolver o problema da fila de espera para o recebimento do BF e agilizar o auxílio emergencial de R$ 600 mensais, que são distribuídas pelo Ministério da Cidadania. Segundo Guaranys, 95% dos beneficiários do BF migraram para o auxílio.
 “E quando o auxílio chegar ao fim, eles voltam automaticamente para o Bolsa Família. Não existe qualquer possibilidade de esses programas ficarem sem recursos”, disse. Inicialmente, na fila do BF havia, disse Guaranys, 1,2 milhão de pessoas elegíveis – aguardando para análise. Mas o problema foi sanado porque a maioria delas passou diretamente a receber o auxílio emergencial. “Parece que estão na fila, mas na verdade já estão recebendo. Não houve prejuízo”, explicou.
O impacto do 13º salário do para os beneficiários do programa Bolsa Família, nos cálculos de Waldery, será em torno de R$ 2,4 bilhões a R$ 2,6 bilhões. E o gasto total de mais duas parcelas do auxílio emergencial poderá chegar a R$ 203 bilhões (cerca de R$ 51 bilhões por mês).  Os dois programas, complementou Waldery, já somam R$ 418 milhões até agora. Mas o ministério está de olho nos gastos.
“Fomos dispensados, pelo Congresso Nacional, do déficit primário e da regra de ouro. Mas do teto de gastos não fomos dispensados. Por isso, estamos também olhando para a criação de empregos pós-pandemia”, afirmou. Ele destacou que o ministério está estudando a prorrogação do auxílio, em mais duas parcelas, e também os custos do pagamento do 13º salário do BE, medidas que estão sendo discutidas entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o ministro da Casa Civil, general Walter Braga Netto, dentro dos objetivos da campanha do governo federal de “ninguém fica para trás” .